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Seleção em campo: música e futebol!

galera, pra fechar com chave de ouro eu esqueci de colocar título na minha última postagem.
haha :)

Depois da Seleção Brasileira de Futebol em Campo foi a vez da nossa Seleção Musical no palco!

:)
A platéia verde e amarela

A banda. O show.


TEXTO e FOTO: Helena Ometto
Canja verde e amarelo

O brasileiro realmente é uma festa.
Depois da partida tensa entre Brasil e Costa do Marfim pela Copa do Mundo, os espectadores amantes do futebol emendaram a festa com o Festival Canja.
Eis a produção de uma festa completa: futebol, felicidade e música.
A primeira apresentação foi do Projeto Paiero. Um grupo de amigos de Franca que compõem músicas Indie Pop. Como eles mesmos se definem: "somos cinco amigos e estamos a compor músicas do interior, músicas para chacoalhar o esqueleto a grosso modo. para cambalhotas estranhas e cochilos introspectivos. A favor da distorção, hora sim hora não, da resonância da viola, tambor e violão. Tentando conseguir, cá com os nossos botões, tocar os nossos grilos."
Com Eduardo, Bruno e Eduardo Pina na guitarra e voz, Lucas no baixo e Thales na bateria, eles contagiaram a galera e abriram a festa dessa noite do Festival Canja.
Foi um show diferente para os meninos, pois tinham uma plateia aleatória, colorida de verde e amarelo, mas que soube prestigiar a qualidade de suas composições mesmo entre vuvuzelas e apitos.
É, esse foi o primeiro show dessa noite brasileira. O Festival Canja ainda aguarda muitas atrações até o fim do festival que acontecerá ainda hoje.
Essa foi minha última cobertura para essa edição do Festival. Deixo registrado o prazer e aventura que foram esses três dias. Boa sorte ao Enxame Coletivo e espero que, em breve, vocês possam ler novas postagens e coberturas minhas para as colaborativas do pessoal.
Ainda não prestigiou o Festival? Então corre lá que já já acaba.
Valeu galera!
Até mais,

Helena Ometto



Domingo no Parque

Feira de Economia Solidária promove oficinas e geração de renda

* Texto e foto por Marina Paschoalli

Quem passou pelo Vitória Régia nessa manhã de domingo encontrou um parque lotado: um encontro de fuscas de um lado, a preparação para a transmissão do jogo do Brasil do outro e, no meio disso, uma novidade: a I Feira de Economia Solidária de Bauru.
A feira é uma iniciativa da Incubadora de Cooperativas Populares da Unesp de Bauru (Incop), com apoio do Enxame Coletivo. Juliana Melo Ferreira (a Ju), integrante da Incop, conta que a idéia da parceria surgiu do festival Contato de 2009, em São Carlos, que uniu as atividades da I Feira Microregional de Economia Solidária aos shows e oficinas. O @festivalcanja pareceu a hora certa de realizar a feira aqui em Bauru.

Entre os empreendimentos participantes estavam as mulheres do Alimento & Vida, comercializando pães caseiros (deliciosos, por sinal). O Laboratório Solidário de Design da Unesp e o casal Ana e Leonardo "Nô" marcaram presença vendendo artesanato. Objetos diversos feitos de bambu foram expostos pelo projeto Taquara e a banquinha do Enxame levou todo o acervo de camisetas, CDs, chaveiros e vinis.

"A idéia da feira, além de promover os empreedimentos, é divulgar a economia solidária", explicou Ju. Para isso, rolou a presença do Paulo Índio, do Fórum Paulista de Economia Solidária, ministrando a oficina "Etnodesenvolvimento e economia solidária: construção de redes sociais". A oficina foi em forma de roda de discussão, o Paulo explicou alguns conceitos, socializou suas experiências e todo mundo trocou idéias e dúvidas sobre o assunto.

"A economia solidária visa um novo modelo de produção, consumo e relações comerciais", explicou Paulo. Esse novo modelo da pra essas relações um viés alternativo ao do capitalismo, sempre respeitando o meio ambiente, humanizando o trabalho e democratizando a informação, como afirmou o oficineiro. Durante a conversa rolaram discussões sobre a articulação de um Fórum Regional de Economia Solidária, a fim de unir empreendedores, gestores e entidades de fomento.


Outra oficina fez parte da programação da feira: "Tecnologia social geodésica". Os estudantes da Unesp Urias, Rodrigo e Henrique montaram junto com os participantes uma estrutura geodésica feita de bambu e encaixes de canos de PVC. Geodésicas são estruturas que se consistem em barras e apresentam grande resistência e leveza, devido ao formato esférico. A idéia da oficina dessa manhã foi mostrar técnicas de construção que provocam pouco impacto ambiental.

"Valeu a pena, rolou aprendizado, o problema foi o momento em que resolvemos fazer, porque a Copa mia tudo, ainda mais em dia de jogo", contou Urias. Os participantes também curtiram. "É uma forma de se unir pra fazer uma coisa sustentável, poder fazer e conversar, foi legal ver o pessoal interessado, fazendo perguntas, e estar com a galera é sempre legal", diz a estudante de biologia Mônica, que "chegou pra uma oficina de mantra e acabou construindo uma geodésica".



Cine canja no Teatro Municipal: cinema negro e ossos quebrados na Europa!

Texto e fotos: Amandla Rocha


O Teatro Municipal de Bauru foi “palco” para dois documentários interessantes e intensos nesta noite de sábado. O primeiro foi sobre Cinema Negro, com “A Tal Guerreira”(2008), de Marcelo Caetano, um doc-curta de 14 minutos, no qual confesso, fiquei quase o tempo todo brigando com o obturador de minha máquina. O debate feito pelo mediador Paulo César após a exibição do curta foi caloroso e mitos religiosos da cultura negra foram esmiuçados numa ótima palestra. Os usos distorcidos pela mídia em geral sobre esta cultura, o tipo de ensino tosco e parcial de História sobre cultura negra e africana nas Universidades até a origem da comida baiana foram questionados.








Já o doc Breaking Brazilian Bones in Europe Tour(2009), de Binho Miranda e Rogério Japones, mostra em 59 minutos a incrível e fatídica turnê das bandas Leptospirose e Merda pela Europa. Resumo: os caras iam fazer 27 shows em 27 dias( tá, isso é insanidade!) mas foram interrompidos por um acidente de carro brutal. Então lá pelo 8º dia de roles pelos squats(espécie de casas e prédios abandonados ocupados pelos punks) trocaram os palcos pelo hospital. E toda a viagem foi registrada, inclusive há imagens dos caras estrupiados e engessados. No final demos boas risadas com a desgraça dos caras, e é bom lembrar que hoje todos passam bem. Quique Brown, figuraça, guitarrista e vocalista da Leptos(ah, ele também é professor de música , tem a escola Jardim Elétrico em Bragança Paulista), esteve no debate depois do filme. Contou, entre vários causos europeus , que conseguiram verba através de leis de incentivo a cultura pra dar esse mega role dolorido e divertido ao mesmo tempo. Quique também é responsável pelo Cardápio Underground há sete anos em Bragança. O evento acontece sempre em outubro e envolve música, teatro, cinema e tudo que a arte tem para oferecer.






Festival Canja segue com muita música e arte no Pub Absolut




Texto: Paula Lopes
Foto: Herbert Bruggner

Nessa noite, o palco das apresentações musicais do Festival Canja foi no Pub Absolut, na Av. Duque de Caxias. Entre os intervalos de apresentação das bandas, artistas integraram a galera com seus números de malabarismo. O grupo Óbvios Mexidos, de Ribeirão Preto, também marcou presença, expondo livros, CDs, DVDs e diversas formas de arte a serem adquiridas pelo público através de troca ou compra. Um dos integrantes do grupo, Renato Tatu, diz que a iniciativa valoriza a troca de conhecimentos e não o lucro. “O importante mesmo é passar adiante novas idéias para difundir a cultura em todos os lugares”, comenta ele.
Por volta da 1h00 a banda Marco Nalesso & The Big Bang Band balançou o Absolut, com Marco na guitarra e no vocal, Chocos no baixo, Yuri na percussão e Rafael na bateria. O som diferente e contagiante agradou o público. “Nunca tinha ouvido os caras, mas eles são fenomenais, gostei muito”, comenta André Gobata. Solto, um dos integrantes do Grupo Solar, diz ter achado o som da The Big Band diferente e que curte iniciativas como as do Festival Canja. “Gosto da parte colaborativa do festival. Apesar da falta de apoio é importante que a galera prestigie o evento como uma forma de incentivo à arte e à cultura”, diz ele.
O pessoal da The Big Bang Band afirma ter gostado muito da apresentação e da estrutura recebida da organização. “Nossa viagem de Santo André até aqui valeu a pena”, diz Marco Nalesso. A banda nasceu em São Paulo e já existe há três anos. “Lá em São Paulo os eventos normalmente prestigiam os cantores mais famosos. Por isso a iniciativa do festival é boa, dá uma grande oportunidade pras bandas que estão começando agora”, afirma. Quando perguntado sobre o estilo do grupo, Marco não define nenhuma categoria. “Nossa música é uma mistura de cada um de nós e de tudo que a gente gosta”.

Oficina de Horta Orgânica

Plantar e semear...


Na manhã desse sábado o Vitória Régia abrigou a Oficina de Horta Orgânica, ministrada por estudantes de Biologia da Unesp. O clima estava muito bom e os participantes aproveitaram a manhã de sol para aprender um pouco mais sobre a origem de nossa comida e como se faz um plantio de maneira correta.
As meninas explicaram a parte teórica de um plantio, como a luminosidade, quantidade de água, ambiente adequado, composteira e fizemos o plantio de algumas sementes utilizando materiais recicláveis, como as garrafas pet para a confecção dos vasos.
Mas quem roubou a cena foram dois priminhos que participavam da oficina junto com a tia e mãe. O maior, chamado João, era mais tímido, quietinho e prestava atenção em tudo o que estava sendo dito e explicado. Fazia todo o passo a passo acompanhando as instruções da mãe. Até que se entreteu em retirar a semente da árvore que estava envolvida em uma cápsula espessa e dura.
Alexandre, o menorzinho, era o mais espoleta. Corria pra lá a pra cá, não se concentrava na oficina e por fim acabou desistindo do plantio e se divertiu com a câmera filmadora de um dos colegas da colaborativa. É, como disse sua tia, ela está mais pra tecnologia do que pra biologia.
Foi uma manhã muito gostosa e proveitosa em que tomarmos conhecimento das técnicas de plantio e interagimos com a terra e sementes em uma sociedade que vive em meio ao concreto e só conhece os alimentos dentro das embalagens nos supermercados.
Apesar da dispersão causada pela energia e fofurice das crianças, quem participou da oficina pôde desfrutar do contato com a terra e plantar seus alimentos. Eu, que moro em apartamento, trouxe para casa um vaso de cebolinha. Vou cultivá-lo com amor e carinho até poder utiliza-lo como tempero. :)
Fica a dica para quem quer ter uma pequena horta em casa. Seja ela do tamanho que for.

Marco Nalesso & Big Bang Band

*Texto - Renata Takahashi
*Foto - Tássia Zanini

    Quase 2h da manhã quando Marco Nalesso & Big Bang Band subiram no palco e bombardeando a galera com uma mistura de som ímpar. Tanta informação para os ouvidos é fruto de uma infinidade de referências que os paulistanos carregam na bagagem: funk, rock, groove, hip-hop, samba e jazz, além de muita experimentação.
    Marco Nalesso & Big Bang Band se permitem deixar levar pela música. Em conversa com o Enxame depois do show, revelaram que boa parte do show é improvisação. “Nós temos a base das músicas, mas no palco a gente improvisa. Rola muita comunicação entre a banda durante o show. Aí é só deixar o som fluir”, contou o batera Rafa ‘Cab’ Silva.

    Durante todo a apresentação, no canto esquerdo do palco, os meninos mandaram ver no malabares, seguindo a vibe do som. 


    Artes integradas em Bauru – é real!

Canja no Absolut


Texto: Ale Ayello
Foto: Herbert Bruggner

Na noite de sexta-feira, se apresentou no bar Absolut o Grupo de Malabares Sincrônico fundado pelo casal Marcelo Mesmo e Strik-Nina(Marcelo Pinho e Marina Pinho), que há quatro anos se mantém como artistas. O que é motivo de orgulho e incentivo para os que acreditam na Arte. Também fazem parte da Trupe Mae Carlos Willian e Desenho (que também é tatuador, os meninos são designer gráficos) e Artur Faleiros, estudante de RP e membro do @enxamcoletivo. A apresentação foi ao som do Dj Fulvio, que também faz parte do Enxame.
Os "Sincrônicos" têm vários trabalhos, espetáculos, vídeos e afins no site www.sincronicos.com.

O CELULAR

Pode parecer impossível, mas aconteceu.
Durante a apresentação da peça Balada de um Palhaço, tocou um celular.
depois do momento de quem sera? A Sra sentada na primeira fila atende começa a conversar, falando baixinho: acho que vou ter que ir lá fora..
Nao foi.

AVISO IMPORTANTE: DESLIGUE O CELULAR POR RESPEITO, CONSIDERAÇÃO E EDUCAÇÃO. NO TEATRO, NO CINEMA E DEMAIS LOCAIS PÚBLICOS, ENQUANTO OS EVENTOS CULTURAIS SÃO APRESENTADOS.

OBRIGADA

Oficina Teórica de Malabarismo


Equilíbrio e técnica, esse é o malabarismo

E mais uma oficina aconteceu hoje à tarde seguindo a programação do Festival Canja. Foi a Oficina Teórica de Malabarismo, com Artur Faleiros Neves.
Com um Vitória Régia bastante tranqüilo numa tarde de sexta-feira, Artur ministrou a oficina para dois jovens. O público restrito possibilitou um ensino mais focado, lúdico e informal.
Os instrumentos trabalhados foram a clave, bola de contato e bolinhas. Foi legal ver o pessoal treinando e a impressão que me passou é de que estavam gostando, apesar dos erros comuns pra quem é iniciante. Como eu seria.
No começo da oficina Artur ficou cerca de meia hora explicando para os participantes a história do malabarismo, a teoria das técnicas e deu uma visão teórica abrangente da atividade. Isso foi bastante interessante por não se prender apenas à prática, por vezes mais interessante, mas por se preocupar em transmitir o conhecimento por completo.
Apesar de alguns contra-tempos com o equipamento consegui registrar os momentos da oficina e tento relatar aqui um pouquinho das sensações que estiveram comigo na experiência.
Quem sabe agora eu, os dois participantes e quem está lendo essa cobertura também não se interessem pela prática e busquem mais informações sobre as encontros semanais, aos domingos que acontecem no próprio Vitória Régia, comentados pelo Artur.
Essa foi mais uma contribuição do Festival Canja para a cultura alternativa!!

Oficina de Stencil colore manhã no Vitória

Nessa manhã, o Festival Canja reuniu a galera no Parque Vitória Régia para uma oficina de stencil. O encontro foi das 10h às 12h e atraiu não só estudantes de Artes, mas também adolescentes que passeavam pelo parque. O oficineiro Luiz Takahama explicou a técnica do stencil e deu dicas para quem já estava mais familiarizado com o assunto. A técnica é simples: para quem gosta de desenhar, basta reproduzir ou criar uma imagem em cartolina ou radiografia. “Nós preferimos usar as chapas de raio-x, elas duram muito mais que as folhas de cartolina”, diz Luiz. Depois de terminado, o desenho é cortado com estilete e está pronto para servir de máscara para estampas em paredes, papéis ou camisetas.

Mas as explicações teóricas não duraram muito tempo: o pessoal queria mesmo é colocar a mão na massa. Sapos, pássaros, peixes, composições abstratas... O que não faltou foi ideia para deixar a Concha Acústica do Vitória Régia estampada de arte. Até quem nunca tinha ouvido falar em stencil se muniu de cartolinas, lápis e sprays para deixar sua marca por lá. Além de ser um hobby de muitos, a técnica é uma nova maneira de fazer arte de rua e de se comunicar. “Também dá pra trabalhar com estampas de camisetas. Isso é legal, porque você cria uma roupa exclusiva, com a sua cara”, comenta Luiz.

E o Festival Canja não para por aqui. Hoje, a partir das 21h30, diversas bandas e intervenções teatrais prometem agitar o Pub Absolut.

Participação espontânea

*Texto e Foto por Marina Paschoalli

As previsões de que o @festivalcanja aqueceria Bauru esse final de semana se concretizaram. Os termômetros da cidade mediam 30°C durante a oficina de stencil que rolou essa manhã no Parque Vitória Régia. A primeira das 7 oficinas planejadas para os próximos dias contou com cerca de 10 participantes, entre estudantes da Unesp e bauruenses.

A participação de toda essa galera não é só mérito da equipe de divulgação do Canja. Os estudantes do ensino médio Mateus e Roby Maikon, por exemplo, contam que estavam dando uma volta quando passaram pelo Vitória e viram uma movimentação. "A gente tava aqui, viu a oficina e gostou", conta Roby, que saiu do parque satisfeito por aprender algo novo. " Em casa posso até aprimorar, fazer umas coisas melhores".

Com a ajuda dos oficineiros, todo mundo saiu da oficina com pelo menos uma máscara. "Gostei", disse Roby após experimentar alguns desenhos, antes de tirar uma foto pra levar pra casa. É essa participação espontânea, do bauruense que chega sem querer no festival, que faz a rede crescer e a integração entre coletivo e cidade acontecer.

Fervendo os ingredientes

Os preparativos para cobertura do Canja e a mídia colaborativa

*Texto por Marina Paschoalli e Renata Takahashi

Às 18h desta quinta-feira começa oficialmente o @festivalcanja. A abertura do evento no Teatro Municipal vai ser seguida de sua primeira atração, mas a verdade é que o Canja já começou há dias.

Além das 65 mudas de árvores plantadas essa manhã, parte do projeto Canja Verde, a produção pré-Canja tem rolado frenética na sede do Enxame Coletivo e também pelas repúblicas de Bauru. Na noite de ontem, quarta-feira, uma das reuniões do #canjacolaborativa reuniu a comunicação do Enxame, representada por Gabriel Ruiz, e duas estudantes de jornalismo a fim de fazer parte da equipe da cobertura.

Depois de uma mesa redonda na UNESP discutindo a desmistificação da produção cultural, o Gabriel apareceu cansado (e um pouco atrasado), mas cheio de idéias e dicas para a cobertura colaborativa. A produção coletiva da informação é algo novo, que busca revolucionar o funcionamento da cobertura de festivais. “A galera colabora como pode, com vídeo, texto, áudio, foto. A coisa acontece em tempo real, a idéia é jogar o material quase cru na rede”.

Enquanto mostrava vídeos do Macondo Circus de 2009, Gabriel contava sobre sua experiência por aqueles lados. "Foi a maior cobertura colaborativa do Brasil. É mais ou menos o que está sendo planejado para Bauru." Gabriel ensinou também que esse tipo de cobertura democratiza a informação e aproxima o artista, que se torna mais acessível. Assim, temos uma dinâmica alternativa à da grande mídia para produção de informação.

Em uma sala de república com um dinossauro no teto, entre cigarros e alguns copos de cerveja, as dúvidas e esclarecimentos continuaram até o começo da madrugada de hoje, quando o cansaço bateu forte e não deu pra segurar o sono.

Público prestigia abertura do CANJA

“Rir é uma Libertação.”
Bobo Plin


Texto:Ale Ayello
Foto: Luis Germano

A abertura do Canja contou com um público curioso, de olhares atentos. A moçada observou Thiago Neves - da Cia Paulo Neves de Teatro - passar a luz, enquanto Lucas Grilli - do Enxame Coletivo - apresentou o Festival Canja , que iniciou hoje, quinta-feira, às 19h, e vai até domingo com música, teatro, circo, cinema e mais, muuuuuuuuuuuito mais.
O texto do Plínio Marcos é sensacional! Escrito em 1986, mas atualíssimo. Os atores Diego Dac e Marco Aurélio dominaram o palco. No final da peça, eles trocaram idéias sobre a escolha do texto e da sua importância: trabalhar por dinheiro ou por amor-prazer?


Também responderam às perguntas feitas pelo público, que lotou o Auditório do Teatro Municipal Celina Lourdes Alves Neves. Os elogios da platéia aos atores são merecidos, os meninos A R R A S A R A M.


“Quando você fica quieto, eu entendo tudo. No seu silêncio.
Quando você fala , fala, ala, ala... Eu não entendo nada, nada de nada, neca, necas de pitibiribas.”
Menelau Menelão


Amanhã a programação é massa! Procure no site do CANJA

Canja Verde planta 65 mudas

A ação ocorreu na manhã dessa quinta-feira, dia da abertura do festival

Hoje cedo, o Canja deu o primeiro passo para a neutralização do carbono emitido com a produção do festival. Lá pelas 9 da manhã, Ísis, Gabriel, Artur, Nardi, Eduardo e Gordis, do Enxame Coletivo, saíram rumo ao local escolhido pela Secretaria do Meio Ambiente de Bauru (Semma) para o plantio das mudas.

Na quadra 2 da rua Iacanga, encontraram Márcio e Euler (banda Supersônica), Souto e Luara (Moitará) e funcionários da Semma.

Antes do plantio, Sidnei Rodrigues, gestor ambiental e técnico químico da Secretaria do Meio Ambiente, deu algumas dicas para a galera. A Semma cedeu 65 mudas de 5 tipos de árvores. A recomendação foi para que o plantio alternasse diferentes espécies.

Além disso, Sidnei comentou que o local escolhido é difícil de manter. A própria população ao redor joga entulho ali. Para o melhor aproveitamento da área, hoje sem infra-estrutura e cheia de lixo, a prefeitura da cidade prevê a construção de um bosque.

Ele ressaltou a importância da periodicidade desse tipo de ação, uma vez que a temperatura e as condições do local acabam inevitavelmente levando à perda de algumas mudas. Por isso, o plantio deve ser recorrente.

Com as covas já furadas e as mudas prontas, o trabalhou durou menos de 1 hora. Cada um foi pegando uma muda e plantando. “A galera pôs a mão na massa, se sujou na terra, abraçou mesmo a causa”, contou Ísis Maria, do Enxame, que participou da primeira ação do festival Canja.

Conheça o projeto CANJA COLABORATIVA

De 17 a 20 de Junho acontece em Bauru a 1ª edição do CANJA - Festival de Artes Integradas de Bauru. Promovido pelo Enxame Coletivo, Circuito Fora do Eixo, Palco Fora do Eixo, o evento vai reunir várias atividades culturais, movimentando a cidade. Além de 14 shows musicais, discotecagem, o CANJA terá esquetes teatrais, oficinas, mostra de curtas, vídeo-debates, palestra, intervenções, circo e mais. A programação completa pode ser acessada no site do CANJA: www.festivalcanja.com.

E para que a cobertura do evento seja completa, o núcleo de comunicação do Enxame Coletivo - realizador do festival - elaborou o projeto CANJA COLABORATIVA. A ação pretende levar para dentro do evento o maior número de comunicadores, agentes e outros interessados, a fim de produzir uma ampla cobertura de conteúdo para internet.

Através da instalação de ilhas e QGs de edição em lugares onde o festival for acontecer, os envolvidos terão infra-estrutura para cobrir os eventos e fazer postagens em tempo real, com a agilidade da rede. Conheça o projeto, espalhe e trabalhe conosco para o festival ser ainda melhor.

Cordialmente,
Núcleo de Comunicação Enxame Coletivo / Equipe Festival CANJA